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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

A RUA DO SAMBA

Eu não poderia deixar de postar aqui no blogue um artigo sobre a Rua do Samba. Evento ocorrido no último sábado 19.11.11 que prestigiou, em grande estilo, o samba natalense.
Fazer uma festa de samba por si só já é um desafio, uma vez que, como todos nós sambemos, o forró é protagonista dos agitos da capital. A dupla organizadora do evento, Heitor e Daniel, está de parabéns pela coragem e pelo cuidado na condução dos trabalhos. Localização excelente, banheiros à disposição, som de primeiríssima qualidade.  O resultado não poderia ser diferente: sucesso.
Acredito que outras “Ruas do Samba” virão, e como músico e público que sou, permitam-me uma pequena sugestão. Acho que o formato: Samba de Raiz – Samba Rock é legal, mas não se esqueçam dos sambas de carnaval. Aqui em Natal, apesar da grande maioria da população não conhecer, existem grandes escolas de samba com baterias contagiantes. Seria muito legal ver uma delas sacudindo a Rua do Samba. Fica a dica.
No mais, parabéns e todo sucesso para todos que se empenharam nessa belíssima empreitada.
JH


domingo, 16 de outubro de 2011

O VI FESTIVAL MPBeco


Nos dias 1º, 08 e 15 de outubro, aconteceu em Natal a sexta edição do MPBeco, o tradicional festival de música do beco da lama.
O beco, para quem não conhece, é um reduto de músicos, poetas, boêmios e amantes das artes em geral, conhecido por sua resistência à tendências e modismos estrangeiros, firmando-se como um dos poucos centros que valorizam a cultura local.
O festival, a princípio, se alimenta dessa fonte de “inspiração urbana” que jorra dos bares e sebos do beco da lama.
O evento a cada ano se firma como um dos principais movimentos culturais do estado, abrindo oportunidade para novos compositores exporem suas obras musicais, em meio a nomes renomados.
Tive o prazer de participar pela segunda vez do festival, só que agora como compositor. Minha música, Festa na Vila, foi uma das finalistas do evento, ficando entre as 11, das 286 composições inscritas. Valeu a experiência, não só para mim, mas para o grupo Linha de Passe que, com a ajuda do sanfoneiro e amigo Tiago Araújo, tão bem executou a música.
A organização do evento foi boa. Porém, deixou um pouco a desejar na elaboração do edital, omitindo-se quanto à previsão de algumas situações, como por exemplo, a classificação de 11 finalistas, ao invés das 10 previstas no regramento. Omitiu-se, também, quanto a algumas proibições, como por exemplo, o uso de fogos de artifício no momento da execução musical. Portanto, fica a dica para a próxima edição.
Com relação ao resultado final, por questões de ética, não vou dizer aqui qual a música, ou as músicas que mereciam o caneco.  Mas, para apimentar a discussão, rsrsrsr... deixo aqui um questionamento. É que as grandes vencedoras do festival “MPBeco” foram, respectivamente, um Tango e um Blues. Isso mesmo, primeiro e segundo lugar. Um belíssimo tango Argentino e um tradicional Blues Americano. A pergunta é: será que um samba ou um forró ganhariam um festival de música na terra dos “hermanos” ou do “tio sam”?
Grande abraço para todos, obrigado pela torcida, e viva a música globalizada do Beco da Lama.
JH



segunda-feira, 12 de setembro de 2011

O TEATRO RIACHUELO


Por de trás das cortinas, todos já posicionados.
A adrenalina a mil por hora.
O silêncio no palco e o murmurinho da platéia ainda não vista.
O terceiro toque da campainha faz o coração saltar de tanta ansiedade.
Quando finalmente as cortinas se abrem e o espetáculo começa.

É difícil descrever a sensação de tocar num palco como o do Teatro Riachuelo.
Ainda no aguardo do terceiro toque você começa a se perguntar: “será que é verdade? Eu estive aqui semana passada assistindo ao show daquele cara famoso, e agora sou eu aqui esperando essas cortinas se abrirem. Será que é real?”
De repente você já está de cara com o público e então a ficha cai. É real!
Os primeiros acordes, ainda presos, revelam toda a expectativa que antecede esse momento único.
Então você começa a se soltar, a deixar-se envolver pela perfeição da acústica que o cerca, o som de primeiríssima qualidade, a iluminação..., pronto, agora é só relaxar e aproveitar todos os momentos.
É legal olhar nos olhos das pessoas, identificar os amigos, retribuir o sorriso, as palmas. Tudo é muito mágico no Teatro Riachuelo.
Aconselho aos amigos que tiverem essa oportunidade que registrem todos os momentos. Vale a pena!
Abraço a todos.



sexta-feira, 5 de agosto de 2011

A CULTURA DO SAMBA EM NATAL/RN



“O samba nasceu lá na Bahia, se hoje ele é branco na poesia, ele é negro demais no coração.” (Vinícius de Morais)

Impressionante como em uma única frase o “poetinha camarada” conseguiu expressar toda força e apelo popular do samba brasileiro.
É patrimônio histórico-cultural que não se restringe à lugar determinado, tampouco se permite exclusivo de uma só raça. Se é samba do morro ou do asfalto, se do Rio ou de São Paulo, se é de roda ou de bossa, pouco importa, o samba é nosso!
No nordeste, excetuando-se a Bahia, o samba se manifesta em alguns poucos redutos de boêmios que não se deixam esmorecer pela supremacia do forró.
Aqui em Natal, o “Beco da Lama” é um bom exemplo de que a cultura do samba sobrevive ao tempo, ao modismo, e que mesmo distante dos grandes pólos do gênero, se mostra forte e com características próprias.
Ontem estive no Beco, no aniversário do grupo Arquivo Vivo, e pude observar o quanto o nosso samba é rico e peculiar. O sotaque nordestino do “senhor” cantando Nelson Cavaquinho, ao lado, um jovem sapecando a palheta no cavaco maroto. O fraseado debochado do violonista experiente, cercado de moleques vidrados na execução de suas escalas desconsertantes. O povo que se espreme para entrar no bar em busca de cerveja, e quando sai de copo cheio na mão, caminha “todo bamba”, cantarolando e gingando no compasso da batucada.
O murmurinho constante que só entra em harmonia no refrão: “mais chegou o carnaval e ela não desfilou...”. O tan-tan que se transforma facilmente em zabumba, apimentando a cadência dos sambas de Noel, Cartola e companhia.
Em noites como a de ontem, em redutos como o Beco da Lama, é que percebemos a "aura" da cultura nordestina do samba. É gente que não esconde suas raízes e que não tem vergonha de se mostrar, à sua maneira, “sambista”.
Viva o nosso samba!



quarta-feira, 13 de julho de 2011

MARCONDES BRASIL


Caros amigos, após um mês de recesso volto a escrever aqui no blogue.
Confesso que não é fácil manter a regularidade das postagens. Esses dias um amigo me disse: “cara, você precisa escrever semanalmente”. Ora, mal escrevo mensalmente, rsrs.
Mas amigo é pra isso mesmo, é para incentivar e criticar quando necessário. Aliás, sempre encaro a crítica, desde que bem fundamentada, como incentivo, pois nos faz crescer não só como músicos mas como seres humanos. Com diz a canção: “amigo é pra essas coisas”.
É na esteira desse tema peculiar – A Amizade – que retomo a redação do Papoco homenageando um amigo talentoso, Marcondes Brasil.

É o “Mister Simpatia” da MPB.
Começou sua carreira artística em 1989, na cidade de Manaus/AM, tocando em bares e participando de festivais. Em 1995 desembarcou em Natal e jogou fora a passagem de volta. Aqui, com seu swingue contagiante e repertório musical de muito bom gosto, conquistou facilmente o público natalense.
O ecletismo é sua marca. Através de sua música está sempre disposto a transmitir alegria e emoção ao público que sacode os bares e festas locais. Pai do não menos talentoso Diogo Brasil, Marcondes é aquele tipo de artista que demonstra todo seu carisma sem precisar tocar uma única nota musical. Só de conversar com ele se percebe facilmente sua boa índole e a paz de espírito que o habita.
Além de grande intérprete e instrumentista, Marcondes é um exímio operador de audio. Atualmente se apresenta nos bares A Saideira e Varandas Bar, primando sempre pela excelente qualidade de som e repertório.
É mais um grande amigo em nosso meio musical. Aliás, nesse mundo de tantas distorções de valores e de caráter, onde as verdadeiras virtudes humanas são esquecidas, é um alívio saber que temos a companhia, não só de um "talento musical", mas de um "bom talento musical".
Sucesso amigo!

Telefone para contato:
84 8851.3837 





terça-feira, 24 de maio de 2011

IDENTIDADE


“Ei, toca aí um forro!!!!”
“Dá pra tocar alguma coisa mais animada?”
“Toca aí a nova música de Luan Santana!!!”
- Amigo, você percebeu que isso aqui é um grupo de SAMBA?
“Sim, mas tem nada não, toca aí homi!!!”

Quem se apresenta nos bares e casas noturnas certamente já se deparou com algo parecido. As pessoas, salvo raras exceções, não estão muito interessadas na proposta oferecida pelo artista. Original ou não, pouco importa, o que o povo quer é diversão.
Se a banda toca “de tudo” está resolvido o problema, pois agradará a gregos e troianos. Mas sendo assim me pergunto: há identidade nesse tipo de trabalho artístico? Será que o caminho é ser o mais eclético possível, para agradar um número maior de pessoas?
Estaria o artista sendo egoísta por só querer tocar determinado gênero?
No meu pensar, a música, assim como toda a manifestação artística, deve ter uma “cara”, uma “identidade”. A partir daí, quem simpatizar ou se identificar com aquela proposta passará a apreciá-la.
Faço parte de um grupo que se propôs a tocar samba e mpb. Digo com propriedade que a missão não é nada fácil. A resistência é maior que a aceitação.
Porém, uma coisa é certa, quem nos prestigia, quem acompanha o nosso trabalho, cria uma significativa fidelização com o nosso som. Uma espécie de clientela cativa que nos acompanha fielmente, e que nos faz ter a certeza de que nosso trabalho é “verdadeiro”.
O caminho é árduo. Sempre haverá dissidências. O importante é seguir em frente acreditando no que se faz, ainda que as dificuldades se mostrem desmotivadoras.

Esse post é uma pequena homenagem a todo o artista que faz de sua arte uma extensão de suas crenças e ideologias, e que por assim escolher se sujeita a não agradar a todos.

“Vixxx, essa banda é muito fraca, nem toca swingueira!!!”
- Serve Chico Buarque?




segunda-feira, 25 de abril de 2011

LUCIANO QUEIROZ - Uma aula de MPB


Você já olhou para uma pessoa e disse: esse aí tem cara de advogado ou esse só pode ser médico ou dentista? Já notaram que determinadas profissões se encaixam perfeitamente no perfil de quem as exerce? Isso é natural, uma vez que os estereótipos são criados de acordo com o que é mais habitual. Por exemplo: advogado – terno e gravata, médico – roupa e sapatos brancos.
Na música, considerando seus diversos gêneros, poderíamos dizer que roqueiro é aquele que usa brinco, tem tatuagem e cabelos grandes, enquanto que o sambista usa chapéu panamá, correntes e pulseira de ouro. É o trivial.
Ocorre que na música, assim como nas demais profissões, essa regra muitas vezes não funciona.
Eu mesmo já cansei de escutar das pessoas: “você não tem cara de músico”, ou então, “você toca samba? Não diria nunca!”
Com Luciano Queiroz acredito que aconteça o mesmo. Digo isso porque quando comecei a prestigiar seu trabalho, ainda sem o conhecer pessoalmente, por várias vezes me referi a ele como “aquele que tem cara de professor de física”. Se cruzasse com ele na rua jamais imaginaria que se tratasse de um músico tão talentoso. Cearamirinence de voz afinada e violão ritmado com belos acordes. Tudo feito com muito zelo, desde a escolha de seu repertório até a precisão de sua harmonia cheia de dissonância que dá gosto de ouvir. O cara toca tudo que há de melhor na música brasileira, do samba de Cartola às mais complexas composições de Chico Buarque, sem deixar de lado a “Nova MPB” de Lenine, Chico César e Zeca Baleiro.
Atualmente se apresenta nos bares Shock Bar e A Saideira, além de festas particulares e eventos culturais. Na verdade, não há ambiente que não se encante com o brilhantismo de seu trabalho. É a trilha sonora ideal pra quem aprecia a boa e verdadeira música brasileira, sem modismo, sem apelação, sem estereótipos. É o talento do músico com cara de professor que nos ensina uma importante lição: a boa música é aquela que encanta a alma e aquece o coração.
Parabéns Luciano, sucesso sempre.


Contato para shows: 9967.8424

quinta-feira, 24 de março de 2011

PEDRINHO MENDES - Nosso Gilberto Gil


Amigos do Papoco.
Depois da preguiça pós-carnaval, volto a escrever aqui no blogue.
Refletindo sobre o cenário da música natalense, o que não me canso de fazer, resolvi prestigiar, e já não era sem tempo, o compositor da música que é considerada por muitos o Hino de Natal.
Pedrinho Mendes, compositor de Linda Baby.
Hino de Natal? Extra-oficial, tudo bem. Mas a verdade é que é a canção que melhor nos representa, assim como “Sampa” está para São Paulo e Garota de Ipanema para o Rio de Janeiro.
Nascido em Parnamirim/RN, no ano de 1963, Pedrinho é um autodidata confesso.
Aos 10 anos, ganhou um violão do seu pai e logo tomou gosto pela música. Aos 14 anos, colocou o violão na mochila e foi morar em Fortaleza. Estudou em colégio militar, fazendo parte da banda marcial estudantil e já naquela época começou a compor seus primeiros versos. Três anos depois, Pedrinho retornou a Natal onde começou a tocar na noite, em bares como o Beco da Música, ao lado de Chico Elion.
Em 1980, o artista já era uma figura concorrida nas noites natalenses, trabalhando profissionalmente nos melhores barzinhos. Em 1986, mais maduro, resolve gravar seu primeiro trabalho, Esquina do Continente, projeto que o lançou definitivamente no cenário cultural de Natal e de todo o Rio Grande do Norte.
Dentre as composições, destaque para Linda Baby, a música que despretensiosamente popularizou-se como o Hino de nossa cidade.
Pedrinho é tido pelos músicos natalenses como o “nosso Gilberto Gil”. E sem nenhum exagero reitero a afirmação, ele é nosso Gilberto Gil sim, nosso Caetano, nosso poeta, cantor e instrumentista de grande talento.
Portanto, para quem ainda não conhece o seu trabalho, e para aqueles que não conhecem nossa queria cidade, parafraseando o homenageado de hoje voz digo: “aqui não tem avenida São João nem o mesmo padrão que se vê por aí”, mas tem o nosso padrão, o nosso valor, os nossos talentos. “Venha, pois não dá pra dizer tudo no papel.”


quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Natal - Terra de talentos.


Queridos amigos. Após uma pequena pausa, volto a escrever aqui no blogue.
Ontem fui ao TCP – Teatro da Cultura Popular – para ver o duo de Roberto Taufic e Manoca Barreto. Manoca eu já conhecia como professor de guitarra. Foi meu vizinho durante alguns anos. Já tive o prazer de vê-lo tocar em algumas apresentações, mas sempre como músico coadjuvante. Pela primeira vez o vi em uma apresentação sua. Fantástico. Postura e técnica com influencias jazzistas, sem deixar de lado o feeling do bom brasileiro. Referência para todos os músicos do RN, em especial os que passaram pelos corredores da Escola de Música da UFRN, Manoca teve o prazer de ver o auditório do TCP repleto de alunos, ex-alunos, amigos e admiradores da boa música, todos maravilhados com o belíssimo repertório apresentado.
Em sua companhia Roberto Taufic. Já tinha ouvido falar muito sobre ele. Baixei vários vídeos no youtube e fiquei impressionado com a extensão de sua musicalidade.
Uma semana antes do show Edu Ribeiro, produtor musical, me ligou pra dizer que Roberto estaria no TCP dia 16 de fevereiro, e disse que seria uma oportunidade rara para prestigiá-lo, haja vista que o mesmo vive na Itália e pouco vem ao Brasil.
O cara é sensacional mesmo! Uma maneira de tocar que é só dele. Mistura ritmos com solos limpos e precisos. Faz do violão um instrumento grandioso, rico, completo. Brinca com as possibilidades harmônicas e percussivas do instrumento. Um monstro!
É impressionante o talento de nossos músicos. A cada dia me convenço mais de que os melhores estão aqui. Sem desmerecer os outros Estados, mas aqui parece que a virtuosidade aflora naturalmente.
Para completar a noite, a dupla chamou ao palco Wigder Valle que interpretou três canções belíssimas, em destaque “Se eu quiser falar com Deus” de Gilberto Gil. Voz e interpretação a altura da apresentação dos dois violonistas. 
Enfim, foi mais uma noite de boa música que enche os olhos e os corações de entusiasmo. Uma noite especial para todos que prestigiam a arte como forma de celebrar a vida.
Viva nossos músicos. Viva a música.  



sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

ANTÔNIO DE PÁDUA


Importado diretamente da Paraíba, Antônio de Pádua elegeu a cidade do sol sua
nova morada. Foi no final dos anos 90 que o bacharel em trompete pela UFPB veio
de mala e cuia para Natal com um objetivo: mostrar seu talento e passar um pouco
de seus conhecimentos musicais.
Além do instrumento de sopro, Pádua também toca pandeiro, violão de sete cordas
e cavaquinho, sendo referência neste último pela técnica aprimorada e muita
criatividade, qualidades que o tornaram o professor mais requisitado pelos
adeptos desse peculiar instrumento de cordas.
Diariamente envolvido com sua carreira de músico e professor, Antônio ainda
arranja tempo para produzir o trabalho de outros artistas, emprestando um pouco
de seu talento para os projetos dos quais é convidado a participar.
Na infância e a adolescência, participou de orquestras na Paraíba e atuou nas
Sinfônicas da Paraíba e do Rio Grande do Norte e na Filarmônica Norte-Nordeste.
Desde então, vem participando e ganhando prêmios com diversos grupos e bandas
marciais do Nordeste. Dentre eles, está a Orquestra Metalúrgica Filipéia, que
rendeu uma apresentação na França e a gravação de um CD, em 2000.
A gravação de um CD solo ocorreu em 2004, intitulado “Sentimento Nordestino”. As
13 faixas, todas autorais, resumem a trajetória musical de Antônio, viajando
pelos ritmos brasileiros: do erudito ao folclórico, do samba ao choro.
Lançado em 2008, “Um olho no peixe, o outro no gato” é seu segundo CD, que se
transformou também em DVD, em 2009.
Em 2010, Antônio se aventurou pelo teatro e estreou com o musical “O Ratinho
Teobaldo”.
Esse ano resolveu investir em sua carreira acadêmica, o que o fez reduzir sua
carga horária de professor para dedicar-se a um mestrado.
Ah, e fora tudo isso o cara ainda é um excelente fabricante de pandeiros.
Como é possível? É fácil! Sua família é musical. Esposa e filhos são músicos que
vivem da música com dignidade e muita alegria. Esse é o segredo de Pádua.
Todo sucesso pra você amigo.


quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

JUBILEU FILHO




Antes de falar sobre Jubileu, gostaria de fazer uma reflexão acerca do seguinte tema: “profissão x retribuição”.
Imaginem um profissional que por competência, talento e muito trabalho, conquistou o reconhecimento em sua área de atuação e, por consequência, é retribuído de forma justa. Sugiro como exemplo o médico Ivo Pitanguy. Para muitos, o melhor cirurgião plástico de todos os tempos. Reconhecido no mundo todo pela sua técnica e busca incansável pela perfeição estética. Perfeição, na verdade, é um grau de virtude questionável, pois sempre haverá modelos novos a serem seguidos como parâmetros de beleza, de modo que nossa limitação humana obriga-nos a dizer: “perfeito só Deus”.
Mas mesmo diante dessa fragilidade, é possível perceber facilmente os diferentes níveis de excelência de cada profissional e a ele atribuir o “título” adequado. O problema é que em nosso mundo capitalista, a retribuição financeira muitas vezes não é dada de forma justa.
O médico que se qualifica recebe, além de outras compensações, o pagamento pelo seu serviço, pelo seu talento e competência, de forma satisfatória, justa.
Na música essa matemática, na maioria das vezes, não funciona.
O que dizer de um músico como  Jubileu Filho?
Compositor, instrumentista, arranjador e produtor musical. Considerado um dos guitarristas mais técnicos e virtuosos do Brasil. De execução primorosa que enche os olhos de qualquer um, do leigo ao maestro, essa fera já tocou com renomados músicos do cenário nacional, como Fagner, Armandinho, Elba Ramalho e Lenine.
A rigor, Jubileu é um Ivo Pitanguy da guitarra. O que o diferencia do famoso cirurgião é a retribuição alcançada pelo desempenho de seu ofício.
É dizer, o talento é o mesmo, mas a conta bancária é bem diferente.
Todavia, pela humildade e maestria com que conduz sua carreira, essa equiparação um dia irá de acontecer. É o que esperamos.
Boa sorte amigo, e continue nos encantando com seus solos perfeitos, ou melhor, quase perfeitos, pois perfeito mesmo só Deus.

JH


domingo, 9 de janeiro de 2011

KHRYSTAL


Natalense de berço,  Khrystal Gleyde Saraiva Santos cresceu no bairro de Cidade Alta e desde criança já demonstrava aptidão pela música. Instrumentista autodidata, compositora e cantora, essa talentosa potiguar vem conquistando os adeptos da boa música brasileira, transbordando sentimento e transmitindo energia por onde passa. Até parece papo de espiritualista não é?
O fato é que Khrystal possui um atributo raro entre os artistas da música: a presença de palco. Ter presença de palco não é a mesma coisa que performace de apresentação, mas, sim, preencher o palco com a simples presença. Isso é inerente à pessoa, não se aprende. E Khrystal preenche o palco com postura, expressão e sentimento.
Já tive o privilégio de assisti-la em vários eventos, mas tomo como exemplo duas ocasiões. Uma, na sala de cinema do Sesc Natal, espaço para no máximo 30 pessoas. Outra, no estádio machadão, no show em comemoração ao dia de natal.  O que posso dizer é que sua devoção e sentimento foram iguais nas duas situações. Uma artista completa que envolve o público com voz forte e interpretação cênica contagiante. Ela bota pra quebrar mesmo! De delicado, só o nome.
Com carreira solidificada em Natal e em todo o Rio Grande do Norte, seu regionalismo de coco de roda começa a despontar para todo Brasil. Na verdade, num país que revela tantos nomes no cenário musical, muitas vezes, dada a falta de talento, descartáveis, já está mais do que na hora dessa guerreira conquistar definitivamente seu espaço entre as grandes interpretes da MPB.
Todo sucesso pra você mulher porreta. Ou melhor, pra ser mais natalense, mulher arrochada.